Reforma Tributária entra em nova fase em 2026
A Reforma Tributária do consumo entrou em uma nova etapa em 2026. Após a aprovação das normas constitucionais e legais que instituíram o novo modelo tributário brasileiro, o mês de maio foi marcado pela publicação de importantes regulamentações e orientações operacionais relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Embora a cobrança efetiva desses tributos ainda esteja inserida em um período de transição, as novas regras já exigem adaptações por parte das empresas, profissionais da área fiscal, escritórios de contabilidade e departamentos jurídicos. A regulamentação representa um passo decisivo para a implementação do sistema que substituirá gradualmente tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS.
Regulamentação traz maior detalhamento operacional
A publicação dos regulamentos em maio de 2026 trouxe maior clareza sobre aspectos práticos da reforma, especialmente em relação à emissão de documentos fiscais eletrônicos, ao tratamento dos créditos tributários e à adaptação dos sistemas utilizados pelas empresas.
As orientações divulgadas pelas autoridades fiscais estabeleceram procedimentos para a identificação da CBS e do IBS nas notas fiscais, além de diretrizes para adequação dos leiautes eletrônicos e dos sistemas de gestão empresarial. Com isso, empresas de todos os portes passaram a revisar seus processos internos para garantir conformidade com o novo modelo tributário.
Essa etapa é considerada estratégica, pois falhas na parametrização de sistemas ou na emissão de documentos fiscais podem gerar inconsistências que impactam diretamente a apuração dos tributos e o aproveitamento de créditos fiscais.
Desafios para as empresas durante o período de transição
O ano de 2026 tem sido encarado como um período de preparação e testes para o novo sistema tributário. Apesar de não haver, neste momento, recolhimento integral dos novos tributos, as empresas já precisam se adequar às exigências operacionais que servirão de base para os próximos anos.
Entre os principais desafios enfrentados pelas organizações estão:
- Atualização de sistemas ERP e softwares fiscais;
- Revisão de cadastros de produtos e serviços;
- Adequação de contratos comerciais;
- Treinamento de equipes financeiras e tributárias;
- Revisão do planejamento tributário e financeiro de longo prazo;
- Mapeamento dos impactos da transição nos custos operacionais.
Além disso, setores específicos da economia têm buscado compreender como as novas regras afetarão a formação de preços, a competitividade e a recuperação de créditos tributários.
Cresce a preocupação com riscos de conformidade
A experiência prática dos primeiros meses de implementação tem demonstrado que os maiores riscos não estão apenas relacionados ao cálculo dos tributos, mas também à capacidade das empresas de adaptar corretamente seus processos internos.
Erros de classificação fiscal, falhas na integração de sistemas, inconsistências em documentos eletrônicos e dificuldades no aproveitamento de créditos podem gerar questionamentos fiscais e aumentar a exposição a autuações futuras.
Por esse motivo, a governança tributária passou a ocupar posição de destaque nas agendas corporativas, exigindo atuação conjunta das áreas jurídica, contábil, financeira e tecnológica.
Perspectivas para os próximos anos
A regulamentação publicada em 2026 representa apenas uma das etapas da transição para o novo modelo tributário brasileiro. Nos próximos anos, novas normas complementares deverão ser editadas, trazendo ajustes e esclarecimentos sobre temas que ainda geram dúvidas entre contribuintes e especialistas.
Nesse cenário, acompanhar as mudanças legislativas e regulatórias torna-se essencial para minimizar riscos, preservar oportunidades de aproveitamento de créditos e garantir segurança jurídica nas operações empresariais.
Como podemos ajudar
A implementação da Reforma Tributária exige análise técnica, planejamento estratégico e acompanhamento constante das alterações normativas. A Graff e Coelho atua na avaliação dos impactos das novas regras sobre empresas e grupos econômicos, oferecendo suporte jurídico especializado para adequação de procedimentos, revisão de riscos tributários, análise de créditos fiscais e desenvolvimento de estratégias voltadas à conformidade e à segurança jurídica.
Diante das transformações em curso no sistema tributário brasileiro, contar com assessoria jurídica qualificada é fundamental para que empresas e contribuintes enfrentem o período de transição de forma segura, eficiente e alinhada às exigências legais.

